Depois de uma série de jogos abaixo do sofrível, realmente maus, fracos e sem qualquer chama, o FCPorto como que reaparece repentinamente e apresenta um futebol com a fluidez e segurança de processos que costuma apresentar nas épocas em que é campeão. Foi assim em Guimarães e foi agora em Madrid. É surpreendente, mas é uma surpresa bem-vinda no que me diz respeito. Tudo bem que o Atlético de Madrid está em crise profunda e não é nenhum feito histórico vencê-los por 0-3 no estado miserável em que estão, mas... nem é pelos números que o jogo foi excelente para o Porto. Foi uma exibição muito segura, muito "competente", como o Jesualdo costuma afirmar. Já agora, Jesualdo exagerou claramente ao querer fazer desta a melhor exibição de sempre do FCPorto na Europa sob o seu comando. Não é, seguramente. Não supera a exibição protagonizada nesse mesmo Vicente Calderón no início de 2009 nem tão pouco a assinada no Teatro dos Sonhos. As mesmas qualidades foram demonstradas, mas mais brilhantemente nesses dois outros jogos, referentes a 2008/09.
Bruno Alves voltou a mostrar
um pouco da imensidão que vale, Falcao fez o que lhe competia, Hulk teve tempo para assinar um lance brilhante que é uma apresentação perfeita de duas das suas principais qualidades (técnica, ao fintar o adversário, e potência no remate, ao desferir um tiro violento), Valeri teve finalmente uma oportunidade, Maicon esteve bem mas teve a infelicidade de se lesionar, Fucile mostrou que é importante a vários níveis, Álvaro continua bem na lateral-esquerda (mais a atacar do que a defender, mas bem nas duas), Rodríguez mostrou a raça de sempre e Guarín voltou a entrar e a mostrar alguns pormenores interessantes... Um deles é o remate violento que tem.Resumindo e concluindo a apreciação sobre este jogo e transportando e ampliando a análise para toda a prestação europeia do Porto nesta edição da Liga dos Campeões: objectivo cumprido, com competência e estofo.
E não posso deixar de colocar aqui algo que li há dias no Record Online:
• 11:36 - Rui Sousa
Finalmente a equipa maravilha por que tão anciávamos. É uma pena não estar-mos na liga dos campiões porque íamos à final, de certeza. Somos os maiores e ninguém nos pára. Vamos ganhar tudo nos próximos anos e jogar o melhor futbol do planeta. O Barcelona que comece a tremer. Todas as estações do mundo vão pagar fortunas para poderem ver os nossos jogos e vamos ficar ricos.
Ridículo demais para que pudesse deixar isto de fora deste blog. Fossem os seis/catorze milhões tão produtivos e inteligentes como são cómicos...
E para terminar, devo dizer que começa a criar-se um verdadeiro problema com aquele tipo que tem um cabelo engraçado, que se chama David e que joga ao lado do cepo a quem chamam Girafa, alcunha que lhe assenta bem não só pelo tamanho, mas também pela beleza facial e pela incapacidade para jogar futebol com os pés: é o seguinte, esse tipo tem vindo a fazer faltas violentas recorrentes e é-lhe feita uma protecção espe
cial pela arbitragem. Os idiotas que falavam no Bruno Alves, munidos da sua desonestidade, deverão calar o seu bico de papagaio em relação ao assunto e abri-lo-ão como têm feito para cometer o pecado intelectual de comparar a qualidade de jogo do menino assassino da permanente à do Capitão do Dragão. Este tipo, este David Luiz, é de uma agressividade e de uma necessidade de protagonismo que se manifestam em doses industriais, mas também prima pela permissão que tem para fazer o que quer dentro dum desafio de futebol. Lamentavelmente para ele e para todo o mundo galináceo, a sua grandeza quando comparada à de verdadeiros grandes centrais do passado distante e recente - alguns dos quais do seu clube - é... minúscula. O rapaz quer mostrar que é grande pelo volume do cabelo e pelas tentativas de mostrar um espírito combativo mediante agressões físicas e atitude arrogante de menino mimado a quem tudo é permitido. Mas o rapaz não sabe que não é assim que se é grande e se mostra que se o é... E quem não o é, jamais o poderá mostrar, de forma alguma. É o mesmo tipo que foi comido pelo Quaresm
a em 2007 e que afirmou um dia que o melhor golo da sua carreira foi pelo benfica em fora de jogo... Pois claro, assim sabe-lhes melhor. Dia 20 terá uma oportunidade para disputar, no mesmo relvado, um jogo em que participará um defesa-central, o Capitão do Dragão, Bruno Alves, que conhece e aplica os limites da agressividade, não os confundindo com os da agressividade violenta. Que aprenda algo, se para isso tiver capacidade e humildade. Duvido que a tenha. Mas não podendo aprender nada, por falta dessas qualidades, que veja o que é força sem violência, espírito guerreiro sem espírito de violência, capacidade de liderança sem necessidade de protagonismo, imponência natural, classe, superação, qualidade, profissionalismo, poder.
Tenham calma, galinhas. Cada vez falta menos para dia 20 e para mostrar, com naturalidade, que a massa de que é feito o Futebol Clube do Porto é mais do que suficientemente forte para vos fazer aninhar-se no vosso próprio estádio onde aplicam goleadas a clubes sem recursos. Preparem-se. Preparem-se, galinhas. Arrebitem bem as vossas ventas para levarem no queixo arrogante uma lição de força e classe, miseráveis.

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