Falta um patrão ao meio-campo. Ora patrões, mais-valias dessas, jogadores que ao mesmo tempo comandam, decidem e enchem o meio-campo, esses há poucos, e a maior parte já está entregue aos maiores emblemas do mundo. Lucho acrescentava às qualidades que referi a capacidade de surgir com enorme facilidade e sentido posicional na área para finalizar. Tendo em conta que jogadores assim não os há para dar e vender, há no entanto algumas opções que, juntamente com uma alteração do modelo táctico - tendo em conta as circunstâncias actuais - poderão devolver-nos o prazer de ver jogar o FCPorto, e de o ver triunfar em campo, seguro, com classe e competência.
Danny - Há imensos pontos a favor desta opção. É um jogador com uma técnica impressionante. É um verdadeiro nº 10, como será Belluschi no Porto actual, mas este jogador é uma mais-valia quase garantida. Uma vinda por empréstimo seria a ideia, já que o FCPorto não
tem argumentosfinanceiros para adquirir o passe (ou grande parte dele) de um jogador que há pouco mais de um ano foi a contratação mais cara do futebol europeu, numa transferência do Dínamo Moscovo para o Zenit St. Petersburgo. Com Danny no onze, poder-se-ia pensar na implementação de um 4-4-2 losango, com Fernando a trinco, Belluschi e Meireles como médios-interiores e Danny a nº10, servindo Falcao e Hulk. A ala esquerda do ataque ficaria suficientemente servida
com a rapidez que Álvaro Pereira oferece e a direita suficientemente preenchida com subidas de Fucile e os desvios de Belluschi para a ala quando a equipa ataca.
Isto iria requerer, contudo, que Meireles estivesse em forma. Neste sistema, Rodríguez e Varela ficariam de fora, aptos a entrar, e a equipa poderia ser (re)disposta em 4-3-3, com Danny a recuar para médio-interior, um pouco à imagem do lugar que Deco preenchia no Porto de Mourinho. É ... português.
Pedro Mendes - Um jogador que passou muito tempo esquecido. É competente, sério, p
endular. A selecção e sobretudo o Glasgow Rangers que o digam. No Porto de Mourinho aventurou-se porterrenos mais avançados, mas é, pelas suas capacidades e profissionalismo, um elemento que pode actuar em qualquer posição do terreno consagrado ao meio-campo de uma equipa.
Neste Porto, e tendo em conta a sua tendência recente, actuaria como um dos médios-interiores, ao lado de Meireles, e emprestaria à equipa toda uma eficácia e segurança que
Belluschi jamais emprestará. Seria preciso negociar com o Glasgow Rangers. Mas quem tem dinheiro para gastar, e muito, em Marianos, Guaríns e Tomáses Costas também tem que ter para ir buscar um jogador excelente, útil e ... português.
Hugo Viana - Está a fazer uma época de grande valor e é mais do que sabido que é u
Rúben Micael - Seria a minha última opção. É mais do que sabido, para quem acompanha o
campeonato português, que é dos melhores centrocampistas em acção na 1ª Liga.É seguro, tem técnica e pode um dia vir a ser um patrão do meio-campo. Ficaria incumbido de funções idênticas às de Pedro Mendes ou Hugo Viana (médio-interior direito). Contudo,
penso que as outras opções são superiores. O objectivo aqui é oferecer ao plantel um homem que traga uma mais-valia em termos de comportamentos e acções no (meio-)campo. Rúben Micael não me oferece essa garantia. No entanto, é mais um: é português.
Com um destes jogadores, o meio-campo teria outro peso.
Algumas destas alternativas serão mais viáveis do que outras, mas urge pensar nesta situação. O FCPorto, nos moldes actuais, sem um patrão no meio-campo vê a equipa esmorecer e produzir 30% do que é capaz. É assim que o Porto tem estado ultimamente: a 30%.
Introduções inadiáveis no meio-campo do FCPorto para 2010:
Para a próxima época, exige-se o regresso de Castro, jovem português de enorme potencial que tem feito campanha excelente no Olhanense, e cuja integração no plantel portista (apesar de tapado por Fernando no 11 pelo menos numa primeira fase) se impõe. Exige-se também a integração definitiva de Sérgio Oliveira, médio de talento impressionante e com enormíssima margem de progressão, e Diogo Viana, vindo de Alvalade incluído no negócio Hélder Postiga. No único jogo, realizado na época passada, em que Jesualdo teve a ousadia
de nele apostar,
fez minutos brilhantes, reveladores de uma técnica enorme, e dos seus pés saiu um cruzamento milimétrico para que outro jovem, também ele talentoso - Rabiola - enfiasse a bola nas redes de cabeça. E Diogo Viana vem com o selo da Academia leonina, o que por si só é suficiente para que saibamos estar perante um valor de qualidade.Ukra é um extremo talentoso, e também ele brilha no Olhanense, mas precisará de mais um ou dois anos de rodagem. Não se pode, isso não, perdê-lo de vista.

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